viva o curriculo lattes!

Eu nunca me apaixonei por um garoto  cujo o único atributo fosse a beleza. Não que eu a despreze assim, como um todo. Mas dos caras que realmente me importaram eu não saberia dizer se são bonitos pra toda a sociedade, mas pra mim, eles são, antes de tudo encantadores.

A primeira descrição que faço desses caras é sempre sobre o quão apaixonados eles são pelos seus amplos objetivos de vida. Nunca carros, ou mulheres, ou essas mesquinharias  Eles são apaixonados pelo mundo, e por torna-lo, de alguma forma, melhor. Eles amam o que fazem e talvez meu papel nessa relação seja extremamente secundário  Mas eu não ligo, porque vira e mexe eu me pego aprendendo uma duzia de coisa e os encarando, abobalhada.

Essa sou, há anos, me apaixonando por currículos  por discussões literárias, por frases de (boas) musicas. E se um dia, você, seja la quem, precisar da minha atenção, acredite, é mais fácil conseguir isso me mostrando seu currículo que a chave do carro…

Publicado em #insônia | Deixe um comentário

depois um tempo, a gente fala…

Eu te odeio sabe, odeio na medida certa pra me enlouquecer, odeio na medida certa pra não deixar, odeio na medida certa pra…

Eu juro que vou embora, bato a porta, saio fazendo furacão, e dai, na esquina do hotel eu lembro que o furacão aqui não sou eu, e me prometo, que é a ultima vez, que a próxima nada vai ser assim, que eu cansei de ficar de lado, de ficar a espera, de ser assim, mulher de caixeiro viajante.

E vem você, cheio de dedos, na medida, as vezes grosso, as vezes o céu  às vezes só meu. Eu me derreto. Talvez seja meu erro, mesmo quando eu digo eu não, eu to do outro lado do telefone, segurando o coração  dizendo sim, mais uma vez. Eu fico aqui, a disposição .. Ate que um dia te pego de guarda de baixa, e nesse olhos tao vivos eu entendo que você me entende na medida que eu te entendo, e então ta tudo bem, por uma noite, por uma semana, por um mês, ate daqui a pouco, quando, de novo, a gente vira demais, e explode…

Não é que eu tenha ficado calada todo esse tempo, é que às escrever aqui, na hora certa, é demais, e, às vezes calar também. Eu só queria aquele quarto de hotel e aquela esquina por umas vezes a mais… tudo parece tao distante agora…

Publicado em liquidificador | Deixe um comentário

Dois meses aqui, um brinde, faz favor.

Dois meses e eu estou viva, sadia, 1,5 kg mais gorda e em rápido processo de melhora. Não sinto falta de feijão, nem de nada da comida daí, gosto daqui, já sinto até falta de batata frita todo dia. A casa tá ok, eu já sei andar na cidade sem o olhar abobado de quem chegou e a insônia bate na porta no mínimo três vezes por semana, ou seja, estou em casa.

Mas muita coisa me faz falta, na maioria dos casos, as coisas impalpáveis de certa forma. Eu sonhei com o cajueiro essa semana, e acordei sentindo cheiro de cigarro, e me dei conta de quanto tempo faz que não há um abraço, desses de verdade, que você sente que tudo tá bem por dois segundos. E dia desses, eu tava tirando os cabelos do quarto e lembrei do drama que um amigo fazia pra gente não sujar a casa dele de cabelo, e fiquei rindo, um tempo, sozinha, bobamente. Dia desses, eu tentei resumir os três últimos anos e os dois últimos caras em curtas palavras e não deu, não cabia. E depois eu tentei fazer as pessoas entenderem esse senso de independência que aparece no meio da noite, a vontade ficar andando com a minha garrafa pela boate, à toa, só pra vê qual é. Não funcionou. Teve uma semana todinha que eu quis ser mono assunto, e só falar, até doer, de assuntos repetidos, e não sair, e ir ao cinema sozinha, ou tomar um café no museu, não deu. Me peguei sentindo falta de um alemão com quem pouco convivi só porque ele fala rapariga sem ser palavrão, opa. Eu to sentindo falta da minha cor de pele original, não sou branca, cadê o moreno que nasceu aqui? E da praia do domingo, de fritar ate não acabar mais, e ficar falando de assuntos chatos e variando entre política e dramaqueen. To sentindo falta de ligações no meio do dia, de smss, de whatsApp prum cinema ou pruma cerveja. De cantar junto o repertorio inteiro, de dançar junto no meio da balada, de nunca descer do salto. Dos dias em que se avisa o transito e o alagamento, ou os carinhas da amc na volta pra casa.

Não é da casa, não é da cidade, não é do sol, não é da comida, é do abraço, do beijo, do carinho. Não ta ruim, não tá, ta longe de ser ruim, mas só agora eu percebo a estranheza de ter tão pouca gente, de ser de tão poucos, de ser tão assim, fechada, há quem diga, ou difícil de explicar. Mas deixa, a cerveja ta gelando, e eu já to saindo.

Publicado em #dramaqueen, #queridodiario | 1 Comentário

dia 25 – #segundabad

achei segunda feira demais, achei drama demais, achei a cara do blog!

Publicado em segundabad | Marcado com | 1 Comentário

dia 24 – ainda no clima Paris. #postais

Receio que não vou ter muito tempo pra desenhar por aqui, não agora. E tenho comprado muitos postais para a coleção e para enviar mesmo ao Brasil, então resolvi reabrir essa tag com fotos de postais legais que acho por ai!

Publicado em #postais | Deixe um comentário